24 de novembro de 2006

Revista Marie Claire: A primeira vez que...

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Linda, romântica e decidida: Alinne Moraes parece ter muito em comum com Laura, sua primeira personagem no cinema. Em 'Fica Comigo Esta Noite', filme em que contracena com Vladimir Brichta, ela brilha, mais sensual do que nunca, derretendo corações deste e de outros mundos. Aqui, ela fala das estréias marcantes na carreira, no amor e na vida.

 

... percebi que sou bonita

Aos 12 anos, ganhei um concurso de beleza promovido por uma revista. Na escola, em Sorocaba, aquilo foi um acontecimento, lembro de todo mundo comentando. Foi engraçado porque, até então, os mesmos colegas que me chamavam de vassoura, porque eu era muito alta e magra, ou de "bocão", passaram a me achar bonita. A mudança aconteceu assim, de um dia para o outro. Essa questão da beleza é complicada porque, quando você não tem estrutura, ou não está bem com você mesma, acaba acreditando no olhar do outro. Se a gente não tem um olhar próprio, aceita tudo o que vem de fora. Foi isso o que aconteceu comigo naquela época. Eu aceitei quando zoavam porque eu era magrela, e também me encaixei no papel de "a menina que ganhou o concurso". Hoje tenho noção da minha aparência e gosto de mim, mas tem dias em que me acho um dragão, como qualquer mulher.


... compreendi que queria ser atriz
Fiquei muito, mas muito nervosa para fazer minha primeira cena em "Coração de
Estudante". Nunca tinha feito novela, até aquele momento só havia trabalhado como modelo... Mesmo depois de passar uma semana estudando um texto que, hoje, decoro em uma hora, não consegui fazer a cena. Lembro que começamos a gravar ao meio-dia e segui tentando até as 5 da tarde! Fiquei decepcionadíssima e achei que devia desistir. Mas quando, dias depois, assisti à tal cena no primeiro capítulo e vi que não tinha ficado tão ruim assim, mudei de idéia. Entendi que gostava muito de atuar e que eu tinha uma certa naturalidade. Foi aí que resolvi investir nessa história.



... fiz cinema
O filme está em cartaz agora [nos cinemas desde o final de outubro], mas foi produzido há cerca de um ano. Na época, fui pega de surpresa. Estava terminando as gravações da novela "Como Uma Onda" e emendei com a filmagem, que durou um mês. No último dia de trabalho, eu já estava mudando a cor do cabelo para começar a gravar [a novela] "Bang Bang". Por causa da correria, não tive tempo para aproveitar essa primeira experiência tanto quanto gostaria. Mas curti muitíssimo, acho que peguei um caminho e consegui realizá-lo. Claro que ninguém vai sair do cinema dizendo: "Nossa, que trabalho extraordinário". Não é nada disso. Laura [a personagem principal] é leve e sonhadora, parecida comigo em muitos aspectos. Acho que o João [o diretor João Falcão] viu isso em mim. Como ela, também adoro poesia e sou super- romântica. Acho que só enxergamos a beleza da vida quando estamos amando. [Alinne está namorando o ator Sérgio Marone há oito meses.]



... atuei nua
Há cenas de nu no filme, mas é a personagem que está nua. Eu estou de biquíni, são truques de filmagem... E em "Mulheres Apaixonadas" [onde interpretou o papel de uma homossexual] fiquei seminua na cena em que tomava banho com a Paula [a atriz Paula Picarelli]. Não foi um problema para mim.



... enfrentei uma crítica ruim
Estava escalada para fazer um pequeno papel em "América" quando fui repentinamente chamada para ser a protagonista de "Como Uma Onda". Em questão
de dias, entrei na pele da personagem, era uma responsabilidade grande para mim. E recebi uma crítica ruim logo no início da novela, dizendo que eu ainda não estava madura para aquele papel. Foi difícil de lidar, mas era verdade e eu já esperava aquela reação. Sou muito realista. Claro que é uma sensação ruim, ninguém gosta de ver suas inseguranças expostas no jornal. É constrangedor.



... senti o peso da fama
Há um ano, eu estava passando por uma fase difícil [separando-se do ator Cauã Raymond, depois de um relacionamento de três anos] e, quando me dei conta, me vi exposta, sempre sendo seguida por fotógrafos... Estava muito triste e tudo o que queria era um certo recolhimento. Eu me senti muito invadida. De repente, eu tinha dois problemas, o meu, pessoal, e o de ver minha intimidade sendo escancarada em revistas. Chorava muito, tinha que fechar até as cortinas de casa, porque sempre tinha gente bisbilhotando, pendurada em árvore, me seguindo, foi muito ruim...


... fiz uma cena de ciúmes
Já fui muito ciumenta e tratei disso na terapia. Sentir ciúmes demonstra uma insegurança pessoal, não tem nada a ver com o outro. Mas, cena? Acho que só em novela mesmo.



... alguém me disse "eu te amo"
Foi meu primeiro namorado, com quem fiquei por cinco anos. Tive poucos relacionamentos, todos longos. Eu tinha uns 16 anos e também foi para ele que disse "eu te amo" pela primeira vez.



... vivi uma grande aventura
Fui para o Japão quando tinha 14 anos. Eu e minha mãe não sabíamos falar nem "hello", em inglês, e obviamente nada de japonês. Fomos totalmente corajosas. Era tudo na base da mímica, do supermercado aos contatos de trabalho. Às vezes, eu tinha que ligar para a agência aqui no Brasil para que eles traduzissem o que estava acontecendo lá! Em certas situações, minha mãe, por ser mais madura, tinha medo. Mas eu encarava todas e vivia dizendo: "Vamos em frente porque, de alguma forma, vamos dar um jeito". E acabou dando tudo certo.



... me dei um presentão sem culpa
Minha família era muito simples. Hoje as coisas mudaram, pude ajudar minha mãe. Mas sempre tive pena de gastar dinheiro com "coisas". Meu primeiro carro foi um Uno, depois, um Twingo. Até que achei que podia comprar o carro dos meus sonhos [um New Beatle, rosa avermelhado], que nem tenho mais. Foi meu primeiro ato consumista, e me deu muito prazer.



... tive um branco na hora H
Aconteceu em uma das primeiras cenas de "Bang Bang", a minha quinta novela! Acho que entrei em pane quando me vi contracenando com Tarcísio Meira, Joana Fomm, Marisa Orth e Ney Latorraca. Só feras e eu! Era um texto de, no máximo, seis linhas, mas não saía de jeito nenhum. Foi horrível! Quase comecei a chorar, mas todos foram lindos comigo, me ajudaram e me acalmei, até que consegui ir em frente. Foi difícil enfrentar um branco assim logo no início, mas, por outro lado, foi bom. Depois disso, relaxei e não voltou a acontecer.



... morri de vergonha
Meu peitinho estava começando a crescer, não lembro quantos anos eu tinha, 10, talvez, e minha mãe me deu o primeiro sutiã. Vesti e fui para a escola, mas, como não estava acostumada com aquilo, acabei tirando e guardei na mochila. Quando voltei do recreio, quase morri de vergonha. Meu sutiã estava voando pela classe, de um lado para o outro, a turma toda zoando comigo. Chorei, queria me esconder num buraco. O meu primeiro sutiã eu nunca esqueci mesmo!
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