23 de abril de 2009

Capa| Alinne na Isto É Gente

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Edição 501 - 20 de abril de 2009
  • Segredos da Musa

Alinne Moraes diz que faz de tudo para passar despercebida, mas é claro que ela não consegue. Em sua casa no Rio, onde posou para este ensaio exclusivo, a atriz conta que voltou a estudar e fala de sua temporada em Nova York, onde conheceu o atual namorado


TEXTO MACEDO RODRIGUES FOTOS ALÊ DE SOUZA

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''Tenho um pouco de vergonha com essa coisa da beleza. Prefiro passar despercebida, andar como uma pessoa normal. Não sou do tipo que entra num ambiente e tchan, sabe?''



"Nasci e fui criada em chácara, adoro verde, mato e cachorro. Então, me sinto muito bem ali", diz a atriz, que deve ficar com menos tempo para curtir seu sossego em breve, já que volta à tevê na próxima novela de Manoel Carlos, Viver a Vida

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São 15h da tarde de uma quarta-feira, no Centro do Rio, na rua Senador Dantas. Chama a atenção o andar apressado de uma moça despojada, de short jeans, sandália baixa, um chapéu cuja aba lhe cobre parte do rosto e dos enormes óculos escuros. A tentativa de passar despercebida não funciona e Alinne Moraes é reconhecida. Quando se dá conta disso, acelera ainda mais as passadas e some pelas ruas da cidade. Ao encontrar seu observador que aguarda para entrevistá-la, ela se diverte com a história. E explica que costuma andar rápido mesmo e sempre procura ser discreta. "Tenho um pouco de vergonha com essa coisa da beleza. Desde meu tempo de modelo, tento não chamar atenção ao pegar um ônibus ou passar por uma obra", diz a atriz. "Prefiro passar despercebida, andar como uma pessoa normal. Não sou do tipo que entra num ambiente e tchan, sabe?" A missão não é das mais fáceis para uma mulher linda, com 1,73 metro de altura, no auge de uma carreira de muita exposição. Alinne sabe disso e já entendeu que no Rio de Janeiro andar incógnita, para ela, é praticamente impossível. Até hoje a atriz fala com certa nostalgia da viagem que fez para Nova York em junho do ano passado. "É gostoso ficar um tempo fora, ser desconhecida. Aqui eu não posso curtir, não posso extravasar realmente porque sei que vou estar sendo observada."
Aos 26 anos, ela convive com a curiosidade alheia desde a época em que fez Clara, uma adolescente homossexual em Mulheres Apaixonadas. "Nessa época, por ingenuidade, cometi alguns erros, fui vista em determinados lugares de uma forma negativa. Mas tinha 17 anos e era natural errar", recorda. Hoje, cuidadosa, lamenta não poder relaxar. "Faço parte do meio artístico, onde tem muitos gays e a maioria dos meus amigos são gays. Adoro dançar com eles, me soltar, descer até o chão, mas não posso. No dia seguinte vão dizer 'Alinne está saindo com outra pessoa'."
A personagem de Manoel Carlos ainda rendeu a Alinne uma eterna admiração dos movimentos homossexuais. À época, a atriz chegou a desfilar sobre um trio elétrico pela orla de Copacabana na Parada do Orgulho Gay e acabou tendo que fugir do assédio das mulheres, ao final do desfile, quando pensou que poderia voltar para casa como uma pessoa qualquer. "Eu não tinha muita noção e desci do trio para ir embora, aí começou a gritaria: 'Alinne, Alinne, Alinne!'. Olhei para trás e tinha umas 40 meninas correndo atrás de mim. Não tive dúvida, corri também, entrei num táxi e disse para o motorista 'Pelo amor de Deus, me tira daqui.' E elas do lado de fora, enlouquecidas, batendo na porta do carro. Foi muito engraçado."
No ano passado, ela teve de driblar o assédio sobre a sua vida pessoal, despertado por boatos de um suposto romance entre ela e seu colega de cena em Duas Caras, o ator Dalton Vigh. Um assunto que ela dá como encerrado. "É melhor deixar para lá. E não tem por que cair nesse disse me disse. Não vou me envolver nisso. Só vou guerrear com quem tiver o meu tamanho." Da mesma forma, ela desconversa sobre seu relacionamento com o atual namorado, o empresário Camilo Cavalheiro, que teria conhecido em sua viagem para Nova York. "Prefiro não falar sobre isso. Tem coisas que às vezes a gente nem sabe a resposta. Não tenho muito o que dizer."
 
''No primeiro cachê que recebi por uma campanha da Ellus, ganhei R$ 3 mil. Enquanto minha mãe, professora, ganhava um salário mínimo na época, algo em torno de R$ 190''



''É gostoso ficar um tempo fora, ser desconhecida. Aqui eu não posso curtir, não posso extravasar realmente porque sei que vou estar sendo observada.''
SOBRE A TEMPORADA EM NOVA YORK
Para ela, o fim de seu relacionamento de três anos com o ator Cauã Reymond, em novembro de 2005, é um dos exemplos de excesso da mídia. "No segundo e terceiro dias, eu estava mal ainda, fazendo minha mudança de casa e os paparazzi me fotografando, me seguindo. Aquele era um momento delicado", diz. Ela compara a sensação de ser fotografada como a de um assalto. "Senti como se roubassem um momento muito íntimo, muito meu. Poxa, é a minha vida, não é novela, não é personagem."
Com os cabelos ruivos há dois meses, por conta de uma campanha publicitária, Alinne disse que a nova cor mudou um pouco seu comportamento. "A gente muda um pouquinho. É normal, mulher sente muito isso, quando corta ou pinta o cabelo. Até o armário muda. As roupas são outras e sua máscara é outra". Sua fase, ela diz, é de sossego. "Estou cada dia mais caseira. Continuo gostando de levar os verdadeiros amigos para casa. Mas estou mais aberta a novas amizades. Estou num momento de abertura do círculo de amigos. É engraçado esse ciclo da vida."
As fotos deste ensaio para Gente foram realizadas na casa da atriz, no Itanhangá, zona oeste do Rio. Alinne, que nunca havia se deixado fotografar ali para uma publicação, só abriu as portas por se tratar do pedido de um amigo, o maquiador e fotógrafo Alê de Souza. "Foi ótimo fazer esse trabalho em casa, me senti muito bem com meus quatro cachorros, eu e o Alê brincando e conversando o tempo todo." A casa, que incorpora uma pedra em quase todos os seus ambientes é praticamente uma chácara, com plantação de acerola, banana, limão, lichia, entre outras frutas. "Nasci e fui criada em chácara, adoro verde, mato e cachorro. Então, me sinto muito bem ali", diz a atriz, que deve ficar com menos tempo para curtir seu sossego em breve, já que está escalada para a próxima novela de Manoel Carlos, Viver a Vida.
Enquanto não retoma a rotina das novelas, a atriz vem estudando para concluir o ensino médio. Por ter começado a trabalhar como modelo muito nova, para ajudar a sustentar a mãe e a avó, já falecida, Alinne largou os estudos aos 13 anos, mas sempre teve como meta retomá-los. No final do ano, pretende prestar o vestibular para a faculdade de Letras, com ênfase em Português e Literatura. "Tenho tantas coisas para buscar, que eu deixei para trás por causa do trabalho. Para você ter uma ideia só fui assistir a minha primeira peça de teatro aos 18 anos. Então, falta de cultura na minha casa foi muito grande. Literatura, livros, tudo eu tive que iniciar do zero."
Com a carreira de modelo, porém, pôde realizar um dos seus maiores sonhos. Aos 17 anos, ela deu uma casa para sua mãe, em Sorocaba, quando ainda tinha 17 anos. "No primeiro cachê que recebi por uma campanha da Ellus, ganhei R$ 3 mil. Enquanto minha mãe, professora, ganhava um salário mínimo na época, algo em torno de R$ 190", conta. Alinne diz que nunca passou por sua cabeça que chegaria tão longe, mas por conta das dificuldades que enfrentou, hoje ela é econômica. "Ainda estou aprendendo a lidar com essa nova realidade. Não sei usar o dinheiro. Só vou mexer quando tiver uma cabeça melhor para isso", diz Alinne, que pretende investir em uma instituição de caridade, a exemplo de sua avó, que montou um orfanato. "Ela deu futuro para muita gente. Foi um trabalho tão bonito que eu gostaria de dar continuidade algum dia", planeja.

''Tenho tantas coisas para buscar, que deixei para trás por causa do trabalho. Para você ter uma ideia só fui assistir minha primeira peça de teatro aos 18 anos. A falta de cultura na minha casa foi muito grande. Literatura, livros, tudo eu tive que iniciar do zero''


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