31 de janeiro de 2010

Revista Marie Claire: O que você não sabia sobre Alinne Moraes

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O que você não sabia sobre Alinne Moraes

Destemida, essa é a maneira com a atriz Alinne Moraes se descreve. Talvez até demais, confessa. Na entrevista de capa da Marie Claire de fevereiro, a paulista de Sorocaba fala das suas paixões e dos detalhes que marcam sua história, como ter conhecido o pai depois de famosa. “Quando eu estava fazendo ‘Da cor do pecado’, ele ligou para a Globo para me procurar”.

 
Fevereiro de 2010 - Número 227
Por Mayra Stachuk 

Alinne é simples, em nada compartilha da arrogância de sua maior personagem, Luciana, de “Viver a vida”. Mas as duas têm paralelos fortes: “fomos modelos, estivemos no centro das atenções. Além disso, somos agitadas e ambiciosas”, diz. Por conta disso, os rumos da trama global acabaram afetando sua personalidade. “Depois do acidente, Luciana está tendo que aprender a ter paciência, a
esperar o tempo das coisas, e isso tem me ensinado muito”, completa.

É deste tête-à-tête com a editora de Comportamento de Marie Claire, Mayra Stachuk, que saiu a lista de dez coisas que apenas os íntimos, como o namorado Rodrigo Mendonça, sabem sobre a bela.

Aos 27 anos e com oito novelas na carreira, Alinne Moraes diz que é a primeira vez que as pessoas a chamam na rua pelo nome de sua personagem. Luciana, a modelo que ficou tetraplégica em Viver a vida, é tão forte que conquistou público e intérprete. “Ela foi um presente não só pelos elogios que recebo, mas porque me ensina muito”, diz a atriz. “Principalmente a ser mais paciente, menos impulsiva.” Segundo ela, as afinidades não param aí. “fomos modelos, estivemos no centro das atenções. Além disso, somos agitadas e ambiciosas”, diz. Mas aquela arrogância da personagem certamente não se reconhece em Alinne. A primeira coisa que se nota nela, além da beleza, é a simplicidade de menina do interior (ela nasceu e foi criada em Sorocaba, a 96 km de SP), que alinne mantém até hoje. a prova disso vem a seguir, com dez curiosidades, segredos e manias da atriz que só pessoas mais chegadas a ela, como o namorado, o empresário Rodrigo Mendonça, conhecem




Fernando Louza1. Ela adora MPB

“Gosto muito de coisas antigas e de perceber o crescimento dos artistas. É até uma inspiração para mim. Tenho muita coisa da Elis [Regina] e adoro ver a evolução dela entre o que gravou em 1968 e o que cantou em 72. Gosto da ousadia que ela vai adquirindo com o tempo. Ela erra muito mais, mas se torna melhor quando brinca com a voz. É muito bonito. Tenho em casa muitos álbuns de Vinícius [de Moraes], Chico [Buarque], Caetano [Veloso] e até os mais novos da MPB, como Marisa Monte. Adoro jazz também, Chet Baker, Diana Krall, Miles Davis... Só não ouço pagode e sertanejo. Mesmo sendo do interior, onde a música sertaneja é forte, sou mais bossa. MPB é poesia e interpretação, quase uma coisa de ator. Acho que por isso me identifico.”

 


2. Não é do tipo que chora no cinema



“É muito difícil me emocionar a esse ponto, porque desde que comecei a atuar não sei mais assistir a algo sem observar a parte técnica, o corte, a fotografia. Então, mesmo sem querer, acabo me emocionando menos com a história. A última vez que lembro de ter me sentido numa montanha- russa de emoções foi há quase dez anos, em O filho da noiva [do argentino Juan Jose Campanella, 2001]. Lembro que ri e chorei ao mesmo tempo. Aquela história é tão realista! Mar adentro é outro filme que me marcou muito. Quando assisti pela primeira vez, quis fazer aquele personagem. Olha que louco! Anos depois, ganho a Luciana, que, assim como o personagem de Javier Barden, fica tetraplégica.”


3. Tem mania de cortar o próprio cabelo



Fernando Louza“Adoro — é uma mania mesmo. Me olho no espelho e acho que está chato, que tenho de inventar alguma coisa. Pena que quase sempre erro [risos]. Esse hábito vem desde a época de modelo, quando tinha 13, 14 anos. Uma vez, aos 16, resolvi passar gilete no “v” que tenho na testa, sabe esse formato em que nasce o cabelo? Eu quis tirar aquilo para ficar reto. Ficou um horror, claro! E na época eu fazia muitas fotos do rosto em close para revistas, então tinha que tirar com pinça para não ficar aquele pelinho espetado. Demorou uns dois anos para crescer e igualar de novo. A última vez que cortei eu mesma foi alguns meses antes de começar a novela, fiz um repicado na parte de trás. Felizmente, deu certo!”

4. Conheceu o pai aos 20 anos



“Meu pai foi como um romance de Carnaval da minha mãe, um namoro que durou quatro meses. Mas ele tinha outra vida, uma família numa outra cidade, e a minha mãe nunca soube disso. Quando nasci, ele voltou para a vida dele e nunca mais nos procurou. Quando eu estava fazendo a novela Da cor do pecado [2004], ele ligou para a Globo para me procurar. Não sei exatamente como me descobriu. Na verdade, quando recebi o recado nem pensei duas vezes, comprei as passagens e fui visitá-lo no interior de São Paulo. Eu já tinha essa questão bem resolvida dentro de mim. Não senti falta dele porque nunca o tive na minha vida, não existe sentir saudade de quem não se conheceu. Mas eu também não tinha mágoa, nada disso. Foi mais a curiosidade que me levou até ele do que qualquer outra coisa. Nosso encontro foi como aqueles que a gente vê no Faustão [risos], cheio de abraços e choro. Mas não chegamos a conviver, ele morreu logo depois.”

5. Tem paixão pela avó 

“Minha avó materna, Maria, foi minha segunda mãe. Morei com ela toda a minha infância e, depois que minha mãe se separou do meu padrasto, quando eu tinha 8 anos, ela resolveu voltar a estudar, então foi minha avó quem me criou até os 12. A lembrança mais feliz que tenho dela foi de sua última visita ao Rio, há quatro anos, quando a levei para conhecer o Cristo Redentor. Era um sonho antigo dela. Na época, ainda estavam construindo as escadas rolantes, então demoramos um tempão para chegar ao topo. Ela estava com 82 anos, e a gente parava a cada lance de escada para descansar e beber uma aguinha. Foi muito especial. Um dos piores momentos da minha vida foi perdê-la. A gente nunca sabe como lidar com a dor de ver quem amamos morrer.”
“Se quero uma coisa, não tenho paciência de deixar para amanhã”

6. É impulsiva e impaciente

 

“Sou bem capricorniana: quando quero uma coisa, não tenho paciência para deixar para amanhã. E sou assim com tudo, desde a história de cortar meu próprio cabelo até quando decido que quero ver minha mãe e sou capaz de pegar o carro assim que saio do Projac, na Globo, e dirigir até Sorocaba para vê-la. Por isso, estou aprendendo muita coisa com a Luciana. Ela tem essa urgência também, se resolve uma coisa é para agora, para já. Mas, depois do acidente, está tendo que aprender a ter paciência, a esperar o tempo das coisas, e isso tem me ensinado muito. Com ela aprendo a me observar muito mais, a refletir.”


7. Detesta acordar tarde 



“Odeio! Levanto mal-humorada, parece que perdi tudo, que o dia já acabou. Gosto de acordar no máximo às 9h30 e, considerando que vou dormir tarde, não são muitas horas de sono, seis ou sete em média. Claro que tem aqueles dias preguiçosos, de chuva, em que a gente acaba ficando na cama até duas da tarde, mas, no meu caso, é mau humor na certa. Para mim, é muito pior do que acordar cedo. Acho que madrugar só é ruim na hora de sair da cama, mas depois de um bom banho passa, não fica aquele ranço de preguiça.”

8. Tem dois “filhos” 

“A primeira coisa que faço quando chego em casa é descer para passear com meus cachorros [os labradores Aurora, de 3 anos, e Artur, de 1]. Não importa a hora, nem se tem alguém comigo. Sei que eles estão agitados, me esperaram o dia todo e, por mais que eu esteja cansada, preciso contemplá-los. Não vamos entrar em sintonia enquanto eles não gastarem um pouco de energia. Na volta, acendo as luzes da casa do jeito que eu gosto, uma meia penumbra com abajures e velas. Toda noite faço isso, é como deixo o ambiente do meu jeito, como me aconchego. Aí, acendo um incenso e relaxo.”


9. Adora comer fora



“Na cozinha, me viro com o básico: arroz, feijão, uma carne, massa. Como fui morar sozinha cedo, tive que aprender a me virar. Mas, hoje, só cozinho se for preciso. Um de meus programas preferidos é ir jantar fora. É um presente que eu me dou, porque adoro apreciar uma boa culinária. Janto fora praticamente todos os dias. Gosto de comidas exóticas, da culinária tailandesa, japonesa e orientais em geral.”

“Eu tenho medo de ser destemida demais”

10. Não tem medos

 

[Demora e pensa bastante para responder quais são seus medos] Acho que é justamente eu não conseguir lembrar de nenhum agora [risos]. Não é estranho não lembrar de nada? É de assustar... Tá aí: tenho medo de ser destemida demais.”










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