13 de julho de 2015

Alinne Moraes conta que a maternidade a deixou mais serena

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‘Todo amor é eterno.” A afirmação condiz com a atual fase de Alinne Moraes, que volta à cena, após um hiato de dois anos, em seu melhor papel: mãe de Pedro, de 1 ano, do casamento com o cineasta Mauro Lima. 

Sabe quando falta alguma coisa e não é no trabalho nem na relação afetiva? Um vazio? Quando o Pedro nasceu, ele preencheu essa angústia. Veio um medo constante também do que pode acontecer, a vontade de querer estar por perto o tempo todo... Isso é muito materno. É um amor tão grande. Hoje, meu foco é ele. Eu sofria demais pelo trabalho. Agora, estou mais serena, madura.

O tema eternidade está atrelado à nova personagem de Alinne. Ela, que coleciona tipos tão polêmicos e memoráveis — como a lésbica Clara, de ‘Mulheres Apaixonadas’ (2003); a psicopata Silvia, de ‘Duas Caras’ (2007); a tetraplégica Luciana, de ‘Viver a Vida’ (2009) —, retorna à TV como a aspirante a noviça Lívia, moça ingênua e humilde do século 19, que disputará o amor do nobre Felipe (Rafael Cardoso) com a inescrupulosa Melissa (Paolla Oliveira), em ‘Além do Tempo’, novela das 18h, de Elizabeth Jhin, no ar a partir de amanhã, na Globo. 

A história vai tratar de reencarnação, portanto, Lívia voltará 150 anos depois, como a rica proprietária de uma vinícola, cuja paixão por Felipe atravessará os tempos.  

Se eu tivesse uma segunda chance, não mudaria uma vírgula. Sou feliz, plena e realizada do meu jeito. Fora que a gente aprende com a dor também”, ressalta. “Já acreditei e desacreditei na possibilidade de a gente viver outras vidas. Algumas pessoas têm certeza, eu não tenho e prefiro não definir. Mas acho um tema incrível, porque o Brasil é muito espiritual. Eu tenho muita fé e acredito que a gente é escravo da nossa própria criação. Se você crê no melhor, isso vai te acompanhar para sempre.

O instinto materno aflorou de tal maneira na artista de 32 anos que ela assume que seria capaz de dar uma freada na carreira para se dedicar integralmente ao filho.  

Me satisfaz bastante ser dona de casa. Coragem eu tenho, só não sei como seria. Trabalho desde os 12 anos (ela começou como modelo). Acho que sentiria falta. Talvez diminuir o ritmo seja uma ideia.

Pedro nasceu em 10 minutos, o parto foi humanizado e Alinne amamentou até os sete meses. A fase do desmame foi pior para a mãe do que para o bebê, ela confessa.  

Eu chorava porque queria continuar amamentando. É uma ligação muito forte, de muito prazer”, atesta a atriz, que, como mãe de primeira viagem, pesquisou a fundo esse universo, mas resistiu a certos modismos, como fazer o enxoval nos Estados Unidos, por exemplo. “Não fui para Orlando. Fiz tudo do meu jeito por aqui mesmo. O Mauro até prometeu que não faria cursos (para pais), mas fez. É tanta novidade que a gente tinha que se preparar. Li muitos livros, pesquisei na internet, conversei com familiares e amigos. Nasce uma mãe na hora do parto. A gente aprende. No primeiro momento, não tivemos ninguém para ajudar. Dois meses depois, eu contratei uma babá, que foi mais minha auxiliar. Preferi assim. Achei que ser mãe fosse mais simples, só que é mais real e delicado. Dor é dor, medo é medo, amor é amor... É mais intenso do que brincar de boneca.

Ela, que já foi eleita a mulher mais sexy do país, engordou 20 quilos na gestação:  

Eu tive muita fome e sono. Engordei mais no último mês. Se o Pedro passasse das 36 semanas, eu ia para uns 30 quilos. Comi de tudo. Escondia chocolate embaixo da cama (risos). Eu ficava preocupada, porque o Mauro começou a namorar uma pessoa e eu virei outra... Mas não. Lembro que ele dizia que eu não era a única a passar por aquilo. Perdi peso logo. Voltei para o balé em dois meses, isso me ajudou não só a emagrecer, como a fortalecer minha lombar, já que eu sentia dor. Depois que viajei para o Sul para gravar a novela, não consegui mais conciliar, mas quero voltar.

A paulista de Sorocaba também admite que a libido diminuiu nesse período. “O processo de amamentação foi o mais delicado. Se a criança vê o pai, ela quer colo, mas a mãe continua sendo um peito (risos). Não me sentia tão bem com aquele sutiã de amamentação. O apetite sexual diminuiu um pouco, é natural. Depois, volta ao normal”, avisa.

Mauro, de 47 anos, é um parceiro e tanto, ela reforça: 

Ele faz tudo. Deu o primeiro e dá todos os banhos, de chuveiro, no Pedro. Eu me emociono em ver a relação dos dois. Sempre sonhei dar um pai incrível para o meu filho, e não errei nessa escolha. Sou muito realizada.

Alinne só não sabe dizer se a chegada do pequeno preencheu as lacunas deixadas pela ausência do pai, que ela só conheceu aos 20 anos.  

Eu não passei por isso, não sei como funciona. Cresci numa casa de três mulheres. Meu primeiro contato com homem foi com o meu primeiro namorado, aos 15 anos. Nunca vou saber como seria, e cada um passa por isso de uma maneira. Sou atriz e me coloco no lugar das pessoas para tentar entender certas atitudes. Quando conheci meu pai, ele me disse que, quanto mais os anos passavam, mais era difícil para ele. Fiquei feliz em saber disso.

Esse é um ponto em comum entre a atriz e a personagem: 

A Lívia foi criada pela mãe, sentiu a falta do pai... Ela tem muito de mim. Passei por esses sentimentos também. Já fui uma menina ingênua. Emprestei um pouco da Alinne aos 20 anos, querendo saber de tudo. É diferente do meu olhar de hoje. Sempre fui muito romântica. Ultimamente, estou mais prática.

A relação com o cineasta segue firme e forte do jeito que está. Juntos há três anos, eles não planejam oficializar. “A gente não liga para essas coisas. Minha aliança com o Mauro é o nosso filho. Gostamos muito de festas, saímos todos os sábados para dançar. Estamos sempre brindando nossa união.” Questionada se um filho pode unir ou afastar um casal, a atriz é categórica: “No meu caso, só veio para somar.” Tanto que ela pensa em aumentar a família: “Não sei quando, mas quero dar um irmãozinho para o Pedro.”

Bem resolvida no campo pessoal e profissional, Alinne soube aproveitar o tempo em que ficou afastada da telinha.  

Eles (da emissora) sempre me deram liberdade e foram muito bacanas comigo. Fiquei um ano fora para me dedicar ao cinema e ao teatro. Depois, voltei para fazer a série ‘Como Aproveitar o Fim do Mundo’ e neguei alguns convites, porque estavam batendo com a minha agenda. Quando fui chamada para fazer a novela do Maneco (Manoel Carlos, autor de ‘Em Família’), engravidei. Daí, fiquei o período da gravidez e mais um ano parada, até que fui convidada para ‘Além do Tempo’. Tive que aceitar, sou contratada, e caiu como uma luva, porque é uma novela linda e bem cuidada. Uma trama das seis é bem mais tranquila, não tem o peso de uma das nove. Óbvio que a gente tem a responsabilidade de contar bem a história, mas é mais leve. Fazer a mocinha é delicado, porque ela não tem muitos caminhos, é correta, digna. Outros personagens nos dão mais possibilidades, a gente pode diversificar.

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