28 de outubro de 2012

Alinne Moraes diz que: ‘Se o mundo acabasse agora, estaria realizada’

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Reza a lenda que se tudo correr conforme a previsão do calendário maia, o mundo não passa do próximo dia 21 de dezembro. De uma coisa podemos ter certeza: a série “Como aproveitar o fim do mundo”, que estreia nesta quinta-feira, às 23h05m, não vai passar. É que os roteiristas Fernanda Young e Alexandre Machado marcaram exatamente para o dia do suposto apocalipse o último episódio da trama que acompanha a tentativa de um casal de realizar seus desejos mais malucos antes que tudo se acabe.

O fim dos tempos é um pretexto para falarmos das pessoas e das relações entre elas, os temas que nos interessam. Personagens que acreditam que o mundo vai acabar chegam a extremos que não chegariam numa situação normal. Além disso, existir uma data exata para o mundo acabar é uma oportunidade sensacional. Faremos uma contagem regressiva, de episódio a episódio — explica Fernanda.

Na história, Kátia (Alinne Moraes) é uma funcionária de departamento pessoal um tanto doida, romântica e cegamente confiante em todo e qualquer tipo de esoterismo. Já Ernani (Danton Mello) é o típico cara da contabilidade, certinho e estressado. Na pausa para o cafezinho no meio do expediente, a dupla se conhece e ela acaba o convencendo de que o mundo vai acabar. E eles têm pouco tempo para colocar em prática tudo que já quiseram fazer na vida.

Ao contrário do papel, Alinne diz que, se o mundo fosse mesmo acabar, não sairia por aí cometendo loucuras. Mas isso é só porque a atriz já diz viver como se não houvesse amanhã:
Tenho poucos medos na vida e sempre me dei liberdade de ouvir minhas vontades e loucuras mais íntimas. Posso dizer que, se o mundo acabasse agora. estaria realizada. Claro que sempre existirão coisas a experimentar, como saltar de paraquedas e conhecer países que ainda não visitei — lista.
A relação de amizade se transforma em paixão, o que deixa tudo mais complicado e levemente triste. Pouco vista nas séries da dupla de roteiristas, essa melancolia é um dos grandes trunfos do texto na opinião de seu diretor de núcleo José Alvarenga Jr., que trabalha com Alexandre e Fernanda desde “Os normais”.
O diferencial dessa série é que tem sentimentos. O Alexandre e a Fernanda sempre abordaram a comédia e a crítica de costumes com muita pertinência e agudez. Mas, aqui, falam da cumplicidade dolorosa pela qual esse casal improvável passa. Tem uma tristeza que permeia o humor. Acho que esse é um grande avanço desse texto e do nosso trabalho juntos. É difícil fazer as pessoas rirem e ainda mostrar uma emoção que gere reflexão — pondera Alvarenga, destacando mais uma qualidade da atração: — Outra coisa muito legal é o contraste, porque só eles acreditam que o mundo vai acabar. O resto das pessoas continua agindo normalmente. Isso acaba acentuando essa loucura deles.

Alexandre Machado destaca que, mesmo tendo mesclado emoção à comédia, uma coisa não mudou em relação ao estilo da dupla que já escreveu, entre outras séries, “Os aspones”, “Minha nada mole vida” e “Macho man”: o formato de humor que é, nas palavras dele, “rir de nós mesmos e não dos outros”. Para os atores, esse riso meio triste que o texto pretende provocar também foi uma tarefa difícil.
Acho todo fim melancólico também. Nunca fiz nada parecido e nem nesse formato, o que de fato me instiga. É uma personagem que corre contra o tempo para realizar tudo que deixou de lado. É um grande aprendizado dar vida à Kátia. Ela é muito rápida, me obriga a estar em alerta todo o tempo, um tempo de atuação totalmente novo pra mim — descreve Alinne.

Não foi à toa, portanto, que diferentemente da maioria das produções de Alexandre e Fernanda, os protagonistas escolhidos não são comediantes. Alvarenga conta que foi uma opção dele trazer para a história atores com uma grande carga dramática. Alexandre completa, dizendo que, acima de tudo, os personagens não são pessoas engraçadas.
Pelo contrário, ele é sério, e ela tem um senso de humor esquisito. Por isso, precisamos de atores inteligentes que transitem bem entre os diferentes climas propostos. Não é uma comédia rasgada, é meio que uma “dramédia”, como os americanos chamam — conceitua o roteirista.
A versatilidade na interpretação será mesmo necessária, uma vez que na lista de desejos dos personagens estão desde tomar banho de piscina pelados até denunciar as falcatruas da empresa onde trabalham, passando por dirigir um Porsche furando os sinais amarelos e comemorar o gol na final da Copa do Mundo de 2002 mais uma vez. Essa variedade de situações proposta pela narrativa também dá um frescor à direção, na opinião de Alvarenga, que vê aí uma “salvação” para as séries brasileiras.

Nos últimos anos, as novelas adotaram uma linguagem que as aproximou muito dos seriados, sendo às vezes até superiores. Para nós, o desafio maior é oferecer uma diferença não só na abordagem, mas no visual. Por isso, acho que a tendência é que as séries fiquem cada vez mais parecidas com cinema. Nosso programa tem uma cara cinematográfica de ponta a ponta. Tem silêncios, pausas, mas também uma velocidade, porque eles precisam viver tudo antes de acabar — defende Alvarenga.

Tanto Danton quanto Alinne apostam que esta será a chance de mostrarem um tipo de performance que os espectadores não estão acostumados a vê-los fazer. Apesar de serem quase opostos em cena, os dois têm características que os une, na opinião do ator:
São dois solitários, que vivem seu universo, no seu mundo. O meu personagem mostra um pouco mais essa solidão. Eles se completam e fazem bem um para o outro.






O Globo - Revista da TV
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